
Esta terça-feira (17) marca seis anos desde que o Acre registrou os três primeiros casos de COVID-19, data que ficou na memória de quem viveu a chegada de uma doença que, em pouco tempo, mudou a rotina de todo o estado. Em 17 de março de 2020, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou as primeiras infecções, um caso diagnosticado pela rede particular e dois no Pronto-Socorro de Rio Branco. Seis dias antes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia declarado a pandemia do coronavírus.
O vírus não demorou para avançar. Em 20 de março, o governo decretou o fechamento de shoppings, bares, restaurantes e lanchonetes, além da suspensão de viagens interestaduais e internacionais. Três semanas depois, no dia 6 de abril, o Acre confirmou a primeira morte, que foi de uma idosa de 79 anos, internada na UPA do Segundo Distrito de Rio Branco. O estado foi o penúltimo do Brasil a registrar um óbito pela doença, antes apenas de Tocantins.
Em julho de 2020, o número de mortes no estado chegou a 500. A vacinação só viria meses depois. Em janeiro de 2021, após a Anvisa autorizar o uso emergencial da CoronaVac e da vacina Oxford, as primeiras doses chegaram ao Acre em avião da FAB.
A imunização avançou, mas a pandemia ainda pressionava o sistema de saúde. Em fevereiro de 2021, com mais de 48 mil infectados e 873 mortos, o governo decretou fase vermelha em todas as regiões do estado, diante do risco de colapso hospitalar. Em novembro daquele ano, foi implantado o passaporte de vacinação para acesso a locais coletivos.
Seis anos depois, os números acumulados revelam a dimensão do que o Acre enfrentou. Desde o início da pandemia, o estado registrou 444.878 notificações da doença, das quais 174.977 foram confirmadas e 2.118 resultaram em morte, segundo o painel Coronavírus Brasil. Entre 2023 e 2025, a maioria dos casos ocorreu em pessoas de 40 a 49 anos, com predominância feminina, 62,8% das infecções.
Mas o vírus não desapareceu. Em 2025, o Acre confirmou 4.873 casos e 24 mortes. Nos primeiros dois meses de 2026, entre 1º de janeiro e 7 de março, já foram registrados 15 novos casos no estado.
Por Ac24Horas