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Plataforma prevê piora gradual da qualidade do ar em Rio Branco durante a semana

    A plataforma internacional IQAir, referência mundial no monitoramento da qualidade do ar, prevê uma piora gradual nos índices de poluição atmosférica em Rio Branco ao longo desta semana. A capital acreana deve deixar a faixa considerada “boa” e passar para a categoria “moderada”, identificada pela cor amarela na escala de qualidade do ar utilizada pela empresa.

    Segundo a previsão divulgada pela plataforma, o índice US AQI+ (Índice de Qualidade do Ar dos Estados Unidos) registrou 32 no último domingo (31), classificação considerada boa. A partir desta segunda-feira (1), no entanto, os números passam a oscilar entre 53 e 62, mantendo a cidade durante toda a semana na faixa moderada de qualidade do ar.

    O US AQI+ é um indicador internacional que mede o nível de poluição atmosférica e seus possíveis impactos à saúde. A escala varia de 0 a 500, sendo que valores entre 0 e 50 são classificados como bons, enquanto índices entre 51 e 100 correspondem à categoria moderada. Nessa condição, a qualidade do ar continua aceitável para a maioria das pessoas, mas grupos mais sensíveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares, podem apresentar desconfortos ou sintomas em exposições prolongadas.

    A previsão da IQAir aponta índices de 54 na segunda-feira, 53 na terça, 54 na quarta e quinta-feira, 60 na sexta e 62 no sábado, demonstrando uma tendência de elevação gradual da concentração de poluentes na atmosfera da capital acreana.

    Um dos principais componentes monitorados pela plataforma é o PM2.5, formado por partículas finas com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros. Por serem extremamente pequenas, essas partículas conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. A exposição ao PM2.5 está associada a irritações nos olhos, nariz e garganta, crises de asma, falta de ar, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares e respiratórias em casos de exposição prolongada.

    A mudança de cenário ocorre justamente no início do verão amazônico, período marcado pela diminuição das chuvas em grande parte da região Norte. Com o avanço da estiagem, as queimadas em áreas urbanas, rurais e florestais tornam-se mais frequentes, contribuindo para o aumento da concentração de fumaça e material particulado na atmosfera.

    Historicamente, os meses de seca são os que apresentam os piores indicadores de qualidade do ar no Acre, especialmente entre julho e setembro, quando a fumaça das queimadas pode atingir níveis considerados prejudiciais à saúde. Embora os índices previstos para esta semana ainda estejam dentro da faixa moderada, a entrada de Rio Branco na categoria amarela acende um sinal de atenção para os próximos meses, quando o avanço do período seco tende a intensificar os problemas relacionados à poluição atmosférica na capital acreana.

    Por Ac24Horas