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Ataque a tiros em área de conflito agrário deixa um morto e três feridos no AM

    Um ataque a tiros ocorrido na manhã de quinta-feira (4) deixou um homem morto e outros três gravemente feridos em uma área marcada por conflitos agrários entre os municípios de Lábrea e Boca do Acre, no sul do Amazonas.

    O crime aconteceu no Ramal do Monte, próximo à colocação 300, a cerca de 140 quilômetros da sede de Lábrea. A região, acessada pela BR-317 antes de chegar a Boca do Acre, é conhecida por disputas relacionadas à posse de terras.

    Segundo relatos dos sobreviventes, as quatro vítimas seguiam em uma caminhonete branca para uma propriedade rural onde pretendiam iniciar a construção de uma casa. Durante o trajeto, o veículo foi interceptado por homens armados, que efetuaram diversos disparos.

    No veículo estavam Ramon Silva Macedo, de 36 anos; Cleiton de Oliveira, de 40; Antônio Lima, de 48; e Márcio Rogério Barbosa, de 57 anos, conhecido como “Paulistão”. Todos foram atingidos pelos tiros.

    Márcio Rogério Barbosa não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Os outros três homens conseguiram pedir ajuda após o ataque. Eles foram socorridos por uma equipe da Polícia Militar e levados ao Hospital Geral de Boca do Acre. Devido à gravidade dos ferimentos, foram transferidos para o Pronto-Socorro de Rio Branco (AC), onde chegaram na madrugada desta sexta-feira (5).

    De acordo com informações médicas, Cleiton de Oliveira foi atingido por seis disparos, incluindo um na cabeça, mas apresenta quadro estável. Ramon Silva Macedo sofreu nove perfurações nos braços, pernas e costas, sem atingir órgãos vitais, e também está estável.

    Já Antônio Lima é considerado o paciente em estado mais grave. Ele foi atingido por um disparo que pode ter causado lesões nos rins e deverá passar por cirurgia.

    O corpo de Márcio Rogério Barbosa aguarda transferência para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco para a realização da necropsia antes de ser liberado para os familiares.

    Amigos informaram que “Paulistão” era natural de São Paulo e vivia há cerca de 20 anos na Vila Caquetá, zona rural de Porto Acre.

    A Polícia Civil de Lábrea investiga o caso. Informações preliminares apontam que o atentado pode estar relacionado a disputas fundiárias e à grilagem de terras, problemas recorrentes na região de Boca do Acre e Lábrea. A dificuldade de acesso ao local do crime tem sido um dos desafios para o avanço das investigações.

    Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. As autoridades trabalham para esclarecer a autoria e a motivação do ataque.

    Por Ac24Horas com informações do Portal Na Rota da Noticia