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Amazonas decreta emergência climática por risco de seca severa, queimadas e ondas de calor

    O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o estado diante do risco de seca severa, queimadas, incêndios florestais e ondas de calor associados ao possível fenômeno El Niño 2026/2027. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, tem validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada.

    A decisão foi baseada em estudos e alertas de órgãos como Cemaden, Inpe, Inmet e Funceme, que apontam para redução das chuvas, aumento das temperaturas, queda nos níveis dos rios e maior pressão sobre os recursos hídricos entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

    Além dos impactos ambientais, o governo alerta para possíveis prejuízos ao abastecimento de água, à produção rural, à navegação e à saúde da população, especialmente em razão da fumaça das queimadas, da escassez hídrica e das ondas de calor.

    O decreto determina a atuação integrada dos órgãos estaduais para fortalecer ações de monitoramento, prevenção e resposta. A Defesa Civil coordenará o acompanhamento dos cenários climáticos, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), o Ipaam e o Corpo de Bombeiros intensificarão a fiscalização e o combate a queimadas e incêndios florestais.

    As áreas de saúde, segurança pública, educação e produção rural também terão ações específicas para minimizar os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

    Com a medida, o Amazonas busca se antecipar aos efeitos de uma possível nova crise climática, em um cenário que especialistas apontam como de alto risco para a região amazônica.

    Por Ac24Horas