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Agiotagem do terror: grupo que sequestrava vítimas e ameaçava famílias é alvo da Polícia Civil no Amazonas

    A face mais cruel da agiotagem voltou a ser exposta no Amazonas. A Polícia Civil prendeu em flagrante Ronald Sales Ramos Filho e Vinicius Miranda Munhoz, conhecido como “Japa”, apontados como integrantes de uma organização criminosa que transformava dívidas em instrumentos de terror, utilizando ameaças, extorsões, roubos e até sequestros para cobrar valores de vítimas.

    A ação foi coordenada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o comando do delegado Cícero Túlio, e integra os desdobramentos da Operação Tormenta, que já resultou na desarticulação de cinco grupos criminosos especializados em agiotagem no estado.

    Segundo as investigações, a dupla integra a quadrilha liderada por Gustavo da Silva Albuquerque. Mesmo após duas fases da operação, que levaram 15 cobradores à prisão, o grupo continuava atuando de forma violenta, ampliando o alcance das ameaças para familiares dos devedores.

    As apurações revelam que os criminosos levantavam informações pessoais de parentes das vítimas para intensificar a pressão psicológica e forçar pagamentos. Em um dos casos mais graves, registrado no dia 1º de junho, uma vítima foi sequestrada e teve cerca de R$ 15 mil em joias roubados para quitar uma suposta dívida marcada por juros abusivos.

    O caso evidencia como a agiotagem, muitas vezes vista apenas como empréstimo ilegal, pode evoluir para uma estrutura criminosa organizada, sustentada pela intimidação, violência e medo. Pessoas em situação de vulnerabilidade financeira acabam se tornando alvo de criminosos que impõem cobranças ilegais e utilizam métodos cada vez mais agressivos para garantir o recebimento dos valores.

    Os suspeitos deverão responder por associação criminosa, extorsão mediante sequestro, extorsão majorada e roubo majorado. As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e possíveis vítimas do esquema.

    A Operação Tormenta segue em andamento e reforça o alerta das autoridades sobre os riscos de recorrer a empréstimos clandestinos, que frequentemente alimentam ciclos de violência e crimes graves.

    Por Ac24Horas