
Rio Branco fechou o mês de maio de 2026 com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,52%, abaixo da média nacional, que registrou 0,58% no período. Os dados são do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), consultados pelo ac24horas nesta quinta-feira (18).
O percentual colocou a capital acreana na 5ª posição entre as dezessete capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, atrás de Curitiba, Grande Vitória, Belo Horizonte e Salvador. Apesar do resultado favorável em comparação ao restante do país, o levantamento aponta uma reviravolta na composição do índice, o grupo Habitação, que apresentou leve deflação em abril, se tornou o principal responsável pela alta em maio, com avanço puxado pelo reajuste da energia elétrica. Já a passagem aérea, que havia encarecido em abril, recuou em maio e foi o item que mais contribuiu para conter o índice no mês.
Segundo o relatório, o grupo Habitação saiu de uma variação de -0,91% em abril para +1,13% em maio, a maior mudança de impacto entre todos os grupos pesquisados, que passou de -0,12 ponto percentual para +0,14 ponto percentual.
O movimento acompanha a tendência nacional, na qual o grupo Habitação também foi o que mais acelerou, com variação de 0,63% para 1,22% e impacto de 0,10 para 0,19 ponto percentual, resultado do reajuste da energia elétrica residencial em todo o país, de 3,67%. Em Rio Branco, a energia elétrica foi isoladamente o item que mais contribuiu para a alta do mês, com 0,09 ponto percentual.
No grupo de alimentos, a pressão sobre os preços partiu de poucos itens com altas expressivas batata-inglesa, com variação de 40,11%; limão, com 25,42%; e tomate, com 12,34%. O relatório aponta que o movimento reproduz, em escala ainda maior, o observado no Brasil, onde batata, tomate e cebola também figuraram entre os principais responsáveis pela alta do IPCA nacional de maio. Ainda assim, o grupo Alimentação e bebidas como um todo perdeu força, com variação de 1,44% para 0,92% e impacto de 0,33 para 0,22 ponto percentual, o que indica que a alta de poucos itens não se espalhou pelo restante da cesta.
O grupo Vestuário também voltou a subir, com variação de 0,02% para 1,18% e impacto de 0,00 para 0,08 ponto percentual. O grupo Despesas pessoais, que havia sido o principal alívio em abril com variação de -1,76%, retomou trajetória positiva em maio, com alta de 0,34% e impacto de 0,03 ponto percentual.
O levantamento integra o Sistema de Monitoramento da Inflação (SMI), conduzido pelo PET Economia da Ufac sob coordenação do professor Rubicleis Silva. A nota foi publicada em 13 de junho de 2026 com dados referentes a maio de 2026, e o relatório completo está disponível na plataforma do projeto.
Por Ac24Horas