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Idoso desaparecido há quatro dias é encontrado morto em casa onde familiares também morreram, em Rio Branco

    O corpo de Rosemildo Carmo da Silva, de 65 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição na noite desta terça-feira (7), em uma residência localizada na Rua Venezuela, no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco. Segundo informações preliminares, o idoso estava desaparecido havia cerca de quatro dias.

    Moradores da região acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após perceberem um forte odor vindo do imóvel. Ao chegarem ao local, os socorristas constataram o óbito e solicitaram a presença do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo e pela realização dos exames que irão determinar a causa da morte.

    Conforme informações apuradas pela reportagem, Rosemildo enfrentava problemas de saúde, entre eles tuberculose e úlcera, além de, segundo relatos de pessoas próximas, ser dependente químico. Quando o corpo foi localizado, as portas da residência estavam abertas e não havia sinais oficialmente divulgados de arrombamento ou violência.

    Durante a ocorrência, a proprietária do imóvel, que preferiu não ter a identidade divulgada, informou que havia cedido a casa para que o irmão morasse no local. Ela relatou ainda que outros integrantes da família de Rosemildo também morreram na mesma residência ao longo dos anos.

    Segundo seu relato, a esposa do idoso e uma de suas filhas faleceram no imóvel em ocasiões distintas. A proprietária contou ainda que outra filha de Rosemildo, antes de morrer por suicídio em outro endereço, afirmou que ouvia vozes e dizia estar sendo perseguida por supostos vultos após passar um período na residência.

    Ela também relatou que uma neta de Rosemildo, moradora de Sena Madureira, passou uma noite na casa e afirmou ter visto o que descreveu como o vulto da avó caminhando pelos cômodos durante a madrugada, episódio que teria deixado a criança bastante assustada.

    Os relatos sobre supostos fenômenos ocorridos na residência foram feitos exclusivamente pela proprietária do imóvel e não possuem qualquer comprovação oficial. Até o momento, as autoridades não apontam qualquer relação entre essas declarações e a morte de Rosemildo ou dos demais familiares mencionados.

    A Polícia Civil acompanhará as investigações, enquanto o Instituto Médico Legal deverá esclarecer, por meio de exames periciais, a causa da morte do idoso, indicando se o óbito ocorreu por causas naturais ou por outro fator.