
O novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos, que impõe uma taxa de 25% sobre determinados produtos importados, deve ter impacto mínimo sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM). A avaliação é da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti) e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
A medida, anunciada pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, entra em vigor em 22 de julho de 2026.
Segundo os órgãos, o efeito direto sobre o faturamento do PIM será inferior a 0,11%, já que a maior parte da produção da Zona Franca de Manaus é destinada ao mercado brasileiro. Entre 90% e 98,3% dos produtos fabricados no polo são vendidos no mercado interno.
Outro fator que reduz o impacto é a baixa participação dos Estados Unidos nas exportações do Amazonas. Apenas 1,7% do faturamento da Zona Franca corresponde às exportações, e somente 6,5% desse volume tem como destino o mercado norte-americano.
Dados da Sedecti também mostram que o Amazonas importa muito mais dos Estados Unidos do que exporta. Até junho deste ano, o estado comprou US$ 625 milhões em insumos norte-americanos, enquanto exportou cerca de US$ 37 milhões, uma diferença de aproximadamente 17 vezes.
Entre os principais produtos amazonenses exportados para os EUA e que serão atingidos pela tarifa estão motocicletas de competição (US$ 14,1 milhões), peças e acessórios automotivos (US$ 4,7 milhões) e fibras ópticas (US$ 3 milhões).
Apesar da nova taxação, especialistas avaliam que os efeitos sobre esses segmentos tendem a ser limitados, especialmente no caso das motocicletas de competição, produzidas sob encomenda para o mercado internacional.
Por Ac24Horas