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Servidores da Justiça eram alvo de esquema de agiotagem com juros de até 70% ao mês

    Uma organização suspeita de explorar financeiramente servidores do Poder Judiciário por meio de empréstimos com juros abusivos e cobranças intimidatórias foi alvo da Operação Usura, deflagrada nesta segunda-feira (27) pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), em Manaus. Três pessoas foram presas.

    Segundo as investigações, o grupo oferecia empréstimos que chegavam a R$ 200 mil e cobrava juros de até 70% ao mês. Quando as vítimas atrasavam os pagamentos, os suspeitos recorriam à pressão psicológica e à extorsão para garantir o recebimento da dívida.

    A investigação teve início há cerca de quatro meses, após a denúncia feita por uma servidora do Poder Judiciário. As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

    Na última terça-feira (22), um policial militar apontado como integrante do esquema já havia sido preso durante as primeiras diligências. Nesta segunda-feira, outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por desacato.

    Ao todo, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Um dos investigados não foi localizado e é considerado foragido.

    De acordo com o MPAM, o esquema envolve 24 pessoas físicas e jurídicas. Entre os investigados estão três advogados, cujos escritórios também foram alvo de buscas por suspeita de participação no grupo.

    Os mandados foram cumpridos nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.

    Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 160 mil em dinheiro, além de dois veículos, joias, documentos e celulares. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

    As investigações seguem sob sigilo para identificar a extensão da atuação da organização criminosa e o prejuízo causado às vítimas.

    Por Ac24Horas