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Mapa aprova zoneamento para cultivo de feijão 2ª safra no Acre

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo de feijão na segunda safra, em sistema de sequeiro, no Acre. A medida, publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União, estabelece os critérios de risco climático para o ano-safra 2026/2027.

    O estudo define as áreas consideradas aptas ao cultivo e os períodos mais adequados para a semeadura do feijão no estado, levando em conta fatores como temperatura, disponibilidade de água e ocorrência de eventos climáticos que podem comprometer a produtividade.

    Para o Acre, o Zarc considera três níveis de risco climático: 20%, 30% e 40%. São classificados como aptos os municípios que apresentem, em pelo menos 20% de sua área, condições climáticas dentro dos critérios estabelecidos pelo estudo.

    Entre os principais fatores avaliados estão a ocorrência de temperaturas máximas iguais ou superiores a 36°C durante a fase de floração, temperaturas médias inferiores a 19°C e o risco de excesso hídrico nos 30 dias finais do ciclo da cultura.

    O zoneamento também considera o risco de déficit hídrico. Segundo o Mapa, o feijoeiro é especialmente suscetível à falta de água durante a floração e no início da formação das vagens. O período crítico começa aproximadamente 15 dias antes da floração, quando a deficiência hídrica pode reduzir o número e o tamanho das vagens e, consequentemente, a produtividade.

    Os cálculos foram elaborados a partir de séries históricas de dados meteorológicos referentes ao período de 1992 a 2022. O levantamento utilizou informações de estações meteorológicas e pluviométricas, além de dados de instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).

    O Zarc estabelece que as recomendações de plantio devem considerar períodos de dez dias, chamados de decêndios. A análise leva em conta também o intervalo esperado entre a semeadura e a emergência das plantas, estimado entre cinco e dez dias.

    Além das condições climáticas, o zoneamento estabelece restrições para determinadas áreas. Não são indicadas para o cultivo áreas de preservação permanente, terrenos com solos de profundidade inferior a 60 centímetros, solos muito pedregosos, áreas com mais de 90% de areia na composição do solo e locais que não estejam de acordo com a legislação ambiental e o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE).

    O Mapa ressalta que o Zarc considera condições adequadas de manejo agrícola. Problemas relacionados à fertilidade do solo, controle de pragas e doenças, escolha inadequada de cultivares ou outras deficiências de manejo podem aumentar as perdas de produtividade mesmo em áreas consideradas de menor risco climático.

    A relação completa dos municípios do Acre considerados aptos e os respectivos períodos de semeadura está disponível no Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Siszarc), no Painel de Indicação de Riscos do Zarc e no aplicativo Plantio Certo.

    Por Ac24Horas