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Coopel apresenta programa Acre Leite 15+ e aponta cenário de mudança

    Após financiamento de R$ 2 milhões do Banco do Brasil, a maior cooperativa de leite do Acre se volta para a melhoria das propriedades com pecuária leiteira que, no Acre, devem seguir a tendência brasileira: redução do número de produtores com aumento de produção

    A Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas da Regional do Baixo Acre (Coopel) quer intervir nas propriedades que trabalham com pecuária leiteira. Para isso, está em fase de formulação e discussão o programa “Acre Leite 15+”.

    A proposta é escolher 10 propriedades que tenham algum capital instalado, com estrutura capaz de oferecer resultados no curto e médio prazos. A ideia é oferecer assistência técnica e monitorar essas unidades por 24 meses com a meta de que cada vaca da propriedade tenha produtividade mínima de 15 quilos de leite ou mais nesse período de acompanhamento.

    “Não adianta fazer melhoramento na fábrica se a pecuária leiteira estiver em decadência, não é?”, pergunta o presidente da Coopel, Ezequiel Rodrigues de Oliveira.

    O “melhoramento” ao qual ele se refere foi o investimento que a cooperativa fez na modernização da indústria, instalação de placas de energia solar, melhoramento na estrutura do tratamento de afluente e melhoria no chão de fábrica. Foram R$ 2 milhões investidos nessa reestruturação por meio de financiamento junto ao Banco do Brasil.

    A unidade tem capacidade de beneficiar 40 mil litros de leite por dia, mas tem beneficiado apenas 7 mil litros. É uma das médias mais baixas dos últimos anos, que já vinha em um ambiente de crise, oscilando entre 12 e 13 mil litros diários. A Coopel quer diminuir essa ociosidade da indústria. Por isso, quer melhorar a produtividade nas unidades agrícolas.

    O objetivo é aproveitar a rede de assistência já existente, seja por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Embrapa, Ufac ou Seagri. “A ideia é criar uma camada de coordenação e investimento orientada por resultados. Em vez de perguntar apenas ‘quantos produtores foram atendidos?’, o programa deverá responder: ‘quanto cada propriedade produzia antes, quanto produz agora, qual foi o investimento realizado e quanto aumentou a renda do produtor?’”, diz o material apresentado pelo presidente da cooperativa.

    A Coopel sabe que a pecuária leiteira está passando por mudanças estruturantes em todo país. “Não adianta mais o poder público querer incentivar a cadeia produtiva do leite oferecendo benefícios para todos mundo. É preciso direcionar, focar para quem tem melhor estrutura. Vai ser para poucos, mas a produção vai aumentar”, diz o presidente da Coopel Ezequiel Rodrigues de Oliveira.

    O projeto deve ser apresentado para as prefeituras onde estarão localizadas as propriedades a serem escolhidas. A Coopel ainda não definiu quais serão essas propriedades.

    Plácido de Castro_ No próximo sábado (12), haverá um grande encontro que vai discutir a Cadeia Produtiva do Leite. Esse encontro tem coordenação do médico veterinário Eduardo Mitke, professor da Universidade Federal do Acre. A pecuária leiteira tem recebido atenção do mandato do senador Sérgio Petecão. Parte das emendas parlamentares dele tem sido aplicada no melhoramento genético do plantel em projetos-piloto. O encontro acontece na Estrada AC-40, Km 58 (Ramal Monte Alegre, Km 12, na “Colônia da Professora Jane”).

    Por Ac24Agro