
O tenente da reserva remunerada da Polícia Militar Reginaldo de Freitas Rodrigues foi condenado a 47 anos e 7 meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio da esposa, Ionara da Silva Nazaré, de 24 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (17), no plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Rio Branco. As informações foram divulgadas pela TV 5.
Ionara foi morta a tiros na madrugada de 27 de setembro de 2025, dentro da residência onde vivia com o militar, na Rua da Maçã, no bairro Mocinha Magalhães, na capital acreana.
Réu alegou legítima defesa
Durante o interrogatório conduzido pelo juiz Fábio Farias, Reginaldo afirmou que teria agido em legítima defesa. A versão apresentada pelo réu, no entanto, foi contestada pelo Ministério Público durante o julgamento.
O promotor de Justiça Washington Newton rebateu a tese apresentada pela defesa e sustentou a acusação de feminicídio.
Depoimento da filha da vítima foi exibido no julgamento
Um dos momentos de maior relevância da sessão foi a exibição do depoimento da filha de Ionara, uma criança de 6 anos, prestado durante a fase de instrução do processo na presença de uma psicóloga.
Segundo as informações apresentadas no julgamento, a menina relatou que a discussão entre o casal teria começado após Reginaldo questionar a existência de dívidas.
Ainda conforme o depoimento, após o início da briga, o militar teria quebrado o celular da vítima, um tablet e também uma televisão da residência.
Outra criança, de apenas 3 anos, também teria presenciado o momento em que a mãe foi atingida pelos disparos.
O depoimento da filha foi considerado pelo Ministério Público como um dos elementos relevantes para sustentar a acusação durante o julgamento.
Ao final da sessão, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público, e Reginaldo de Freitas Rodrigues foi condenado a 47 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Por Ac24Horas