Acre registrou mais de 8,8 mil focos de queimadas em 2021, aponta levantamento

Mais de 8,8 mil focos de queimadas foram registrados no território do Acre em 2021. Isso é o que mostra os dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que contabiliza os registros desde 1998.


O total, no entanto, reduziu em comparação ao número confirmado em 2020, quando foram registrados 9.193 focos de queimadas no estado acreano. A redução foi de 3,9% entre os períodos avaliados.


Em 2020, inclusive, foi registrado o maior número de focos de queimadas em dez anos no estado acreano. Em 23 anos, de 1998 a 2021, o maior número contabilizado no estado foi em 2005 – 15.993 focos de queimadas.


Focos de queimadas
Ainda conforme o estudo, os meses com mais registros de focos de queimadas foram julho, agosto, setembro e outubro do ano passado. Setembro, inclusive, foi um dos meses mais críticos no estado acreano.


Entre os dias 1º e 27 de setembro, o Acre registrou 3.679 focos de queimadas, conforme relatório divulgado pelo Inpe ano passado. Com isso, o estado ocupou o 6º lugar no ranking dos estados da Amazônia Legal com relação aos focos de queimadas.

Os municípios de Feijó e Tarauacá foram os que apresentaram o maior número de focos acumulados no período, com 1.446 e 973 queimadas, respectivamente.


Na época, o instituto divulgou que, entre janeiro e 27 de setembro, o Acre tinha um acumulado de 7.392 focos de queimadas. Esse é o maior número de incêndios dos últimos 11 anos para o período.


A situação também afetou as áreas de proteção ambiental. Segundo os dados, no acumulado do ano, entre janeiro e setembro foram registrados 1.456 focos de queimadas nessas regiões. Somente nos 27 dias de setembro foram 937 focos.


A Reserva Extrativista Chico Mendes liderou essas queimadas, com 863 focos no ano, sendo que desses, 675 foram somente no mês de setembro.

Na época, o estado acreano já contabilizava 2.140 focos de incêndio. O número era maior do que todo o acumulado de 2020 no mesmo período, que fechou com 1.641 ocorrências – um aumento de 30% nos meses avaliados. Os números de 202 só ficaram atrás de 2019, quando foram 2.240 registros durante o período. O ápice desse período foi em 2005 com 5.405 focos de incêndio.