
O candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB), foto, que passou a campanha afirmando que ganharia a eleição no primeiro turno, e terminou em terceiro lugar, disse hoje (5) ao BLOG que, a sua derrota se deve a ter tido um pequeno número de candidatos a deputado para distribuir a chamada “colinha de votos” para o eleitorado – aquela que o eleitor leva para a cabine de votação com o número dos seus candidatos – e ressaltou que a sua popularidade não é a registrada nas urnas. “A população gosta do Bocalom, muita gente não votou em mim porque não sabia o meu número”, ressaltou. Citou que enquanto os adversários tinham batalhões de candidatos distribuindo a “colinha de voto”, ele tinha poucos. Sobre sua participação no segundo turno da campanha, Bocalom disse ao BLOG que seguirá o prefeito Alysson Bestene, que já declarou que apoiará a candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo. Ele ainda deve ter uma conversa com Mailza, mas também deverá formalizar seu apoio à candidatura dela neste segundo turno para o governo.
CANDIDATURA DE AFOGADILHO
O que prejudicou muito a campanha do candidato Tião Bocalom (PSDB) foi o fato de somente ter conseguido legenda para disputar o governo, na véspera para a data de filiação a novos partidos. Não teve tempo para montar boas chapas de candidatos a deputado estadual e deputado federal. Isso de fato prejudicou sua campanha. Mas também há de se reconhecer que o eleitor não queria vê-lo governando o Acre.
TENDÊNCIA NATURAL
A diferença de votos em Acrelândia, um dos poucos municípios onde o candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos), venceu; entre ele, Mailza e Bocalom, foi pequena. Com a aliança com Bocalom, a tendência natural será a da Mailza virar e ser a mais votada naquele município, neste segundo turno.
ESPERADA NO JURUÁ
Em Rio Branco não é conhecido, mas no Juruá era tido como forte candidato a deputado estadual. Me refiro ao vereador mais votado de Marechal Thaumaturgo, Gláucio Pedroza (PL), um nome que foi visto por aqui como surpresa na lista dos novos deputados da ALEAC. Na política, renovar é preciso.
GLADSON NA CAMPANHA
O ex-governador Gladson Cameli (PP), que não se elegeu para o Senado, disse hoje (5) ao BLOG que estará de cabeça na campanha da governadora Mailza Assis, neste segundo turno. Citou que nesta terça-feira estará numa reunião com Mailza em Brasília, para uma conversa com a direção nacional do PP; depois vai a Manaus conversar com a família, e retorna a Rio Branco para entrar na campanha.
MUITO TRANQUILO
Gladson Cameli disse estar tranquilo, respeitando a vontade do povo, e sobre ter sido traído por políticos aos quais beneficiou, foi lacônico: “Luiz, a gente não perde o que não tem. A gente não casa se não tiver noiva. Agora, lá na frente a história vai mostrar quem é quem.”
ONDE VENCEU
Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves, foram os municípios onde o senador Sérgio Petecão (PSD) foi o mais votado. O que foi fatal para a sua derrota, foi a baixa votação que teve em Rio Branco.
NEM OUVIR FALAR
Assessores do senador Sérgio Petecão (PSD) não querem nem ouvir falar o nome do prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado. “Era um dos mais próximos do Petecão, quando vinha para Rio Branco se hospedava na sua casa, não se empenhou na campanha e o Petecão teve uma baixa votação em Brasiléia,” reclamaram ontem ao BLOG.
VOTAÇÃO PÍFIA
A chapa de candidatos a deputado federal pelo MDB, teve uma votação geral pífia. O baixo número de votos da legenda foi a causa principal da derrota inesperada do candidato à Câmara Federal, Ney Amorim (MDB). Votação grande só tiveram o Pedro Longo (se elegeu), o Nei Amorim e o Minoru Kinpara, o restante foi fraquíssimo.
DEPUTADA VALENTE
A próxima legislatura da ALEAC vai perder uma deputada valente, combativa, que nunca integrou a bancada dos mudinhos. Assim deve ser vista a derrota da deputada Antônia Sales (MDB). Enquanto isso, deputados desta legislatura e avessos à tribuna, se reelegeram.
PARTICIPAÇÃO IMPORTANTE
A boa votação que o deputado Nicolau Júnior (PP) obteve na região do Alto Acre, se deve à eficiente coordenação do ex-prefeito de Epitaciolândia, André Hassem. Foi quem organizou as bases.
SEM MUITA ESPERANÇA
Pela lista de candidatos eleitos a deputado estadual, não é de se ter a esperança que na próxima legislatura a Assembléia Legislativa se transforme numa casa de grandes debates.
ARMARAM BEM
Os deputados Emerson Jarude (NOVO) e Luiz Tchê (PDT) são craques em montar chapas, para somente eles se elegerem. Foi o que aconteceu nesta eleição.
NEM PERTO
O PSDB não chegou nem perto de eleger um deputado federal. Quem ainda teve uma boa votação para um estreante na política, foi o médico Pedro Pascoal (PSDB). Mas o restante da chapa foi um fracasso de votos.
FATO VERGONHOSO
O Acre é um dos estados com o maior número de feminicídios. Tem 52% do eleitorado. E ainda assim a próxima composição da Assembléia Legislativa não terá uma mulher. Depois reclamam que a mulher é discriminada na política.
NÃO FICA FORA
Mesmo que o senador Alan Rick (Republicanos) venha perder a eleição para o governo neste segundo turno, ainda assim não ficará de fora da vida política, porque ainda terá quatro anos de mandato no Senado.
FOI UMA FESTA
Respeito, mas passo longe da ideologia defendida pelos bolsonaristas e seu extremismo de direita; mas não será fácil o presidente Lula se reeleger, porque não se reiventou e o povo vai cansando da mesmice dos outros mandatos. O seu governo foi apenas um cenário de festas para a deslumbrada Janja. Eleição só se perde depois da urna aberta, mas mesmo que o Lula perca ficará na história como uma das maiores lideranças políticas do país.
DEVE SER O CAMINHO
Depois da derrota para o Senado, é bem provável que o ex-governador Jorge Viana (PT) fique afastado da política. Foi um bom governador e um bom prefeito da capital, mas o povo esqueceu isso, e mostrou nas suas derrotas para governador e agora para senador. Assim é a política.
FRASE MARCANTE
“O traidor não é confiável para nenhum dos lados: a lealdade é admirada até mesmo pelo inimigo.” Simón Bolívar.
