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Com 457 casos graves, Acre tem alta de SRAG e entra em alerta epidemiológico

    A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou essa semana novo boletim epidemiológico das Síndromes Respiratórias referente às semanas epidemiológicas 1 a 8 dos anos de 2024 a 2026. O documento aponta que, em 2026, o estado apresenta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente impulsionado pela circulação do vírus Influenza A, colocando o Acre em nível de alerta.

    Síndrome Gripal apresenta redução em atendimentos

    Em relação à Síndrome Gripal (SG), foram registradas 2.843 consultas nas quatro unidades sentinelas do estado nas primeiras oito semanas de 2026. O número é inferior ao mesmo período de 2025, quando houve 3.096 atendimentos.

    A faixa etária de 20 a 29 anos continua sendo a que mais procura atendimento por síndrome gripal, embora os casos não apresentem gravidade. Entre os vírus identificados nas coletas realizadas estão Rinovírus, Influenza A (não subtipado), Influenza A (H1N1)pdm09, Influenza A (outros subtipos) e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

    As informações são baseadas nas quatro Unidades Sentinelas do estado: UPA do 2º Distrito, em Rio Branco; Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia; UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul; e UBS Maria de Fátima, em Plácido de Castro.

    SRAG cresce em 2026 e preocupa autoridades

    O cenário mais preocupante está relacionado à SRAG. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 8, o Acre registrou: 284 notificações em 2024; 331 notificações em 2025 e 457 notificações em 2026.

    O crescimento em 2026 demonstra aumento significativo nas hospitalizações, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro.

    Os principais vírus identificados nos pacientes hospitalizados são Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A. Também foram detectados Influenza A (H1N1)pdm09, Influenza A (H3N2), SARS-CoV-2, Adenovírus, Metapneumovírus, Parainfluenza 1 e Bocavírus, principalmente em casos de pneumonia, bronquite e bronquiolite.

    Diferentemente da tendência de queda observada em grande parte do Brasil, o Acre registra avanço nos casos graves de Influenza A, com aumento nas internações, especialmente entre crianças pequenas. O estado atingiu nível de alerta no indicador geral de SRAG até a primeira semana de fevereiro.

    Crianças e idosos seguem como grupo mais vulnerável

    A análise epidemiológica dos últimos três anos confirma que crianças de 0 a 9 anos — especialmente menores de 2 anos — e idosos acima de 60 anos são os grupos mais suscetíveis às formas graves da doença, com maior risco de evolução de síndrome gripal para SRAG.

    Municípios com mais registros

    A distribuição dos casos de SRAG por município mostra que: Rio Branco: 148 casos; Cruzeiro do Sul: 79 casos; Marechal Thaumaturgo: 62 casos e Feijó: 56 casos.

    Os municípios de Capixaba, Santa Rosa do Purus e Acrelândia não registraram casos no período analisado.

    Medidas de prevenção seguem recomendadas

    A Sesacre reforça a importância da adoção do Guia de Vigilância Integrado da Influenza, Covid-19 e outros vírus respiratórios (MS/2024) pelos profissionais de saúde. A orientação à população inclui o uso de máscaras por pessoas sintomáticas, higiene frequente das mãos e cumprimento da etiqueta respiratória.

    Por Ac24Horas