Feira reúne 80 empreendimentos de mulheres, na Praça da Revolução

O coletivo de microempreendedoras “Elas fazem acontecer Acre” realiza uma feira com cerca de 80 empreendimentos, neste final de semana, 4 e 5 de setembro, na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco. O evento será realizado das 16h às 21h e conta com serviços e produtos de vários segmentos como artesanato, alimentação, confeitaria e vestuário.

O grupo que busca gerar o apoio entre as quase 200 integrantes realiza o primeiro evento aberto ao público.  “É a realização de um sonho. A expectativa é que as pessoas conheçam os nossos produtos e serviços, comprem, divulguem e apoiem essas iniciativas”, comenta a idealizadora do coletivo e microempreendedora, Lidianne Cabral.

Um dos produtos vendidos é o pudim da Laina Cacela, de 38 anos, que ela começou a vender por entregas, desde 2018. Ao contrário da maioria, seu negócio ganhou mais visibilidade durante a pandemia do novo coronavírus e esta será a primeira vez que ela expõe e vende seus produtos em feira.

“Percebo que as pessoas estão sentindo falta desse contato, os cuidados devem permanecer e somos bem conscientes a respeito disso, mas, assim como nós, temos amigos que querem prestigiar e sorrir com os olhos, ao mesmo tempo em que estarão prestigiando um evento tão importante para o nosso coletivo”, comenta Laina.

Um dos produtos que será vendido na feira o pudim da Laina Cacela. (Foto: Arquivo pessoal)

Outra empreendedora que está empolgada com o evento é a Lígia Martins, 33 anos, sócia proprietária de um bazar, desde 2017. Ela acredita que, com a redução dos casos de Covid-19, as pessoas estejam mais animadas para participar e comprar.

“Eu tô muito feliz, acredito que já deu certo! Claro que não deixamos de nos cuidar e nos proteger, mas (as pessoas) se animam por estarem participando, revendo amigos, lojistas e, principalmente, saindo um pouquinho de casa”, comemora Lígia.

Lígia Martins e sócias criaram o bazar em 2017. (Foto: Arquivo Pessoal)

Sobre o coletivo “Elas fazem Acontecer”

Criado em julho deste ano, o coletivo de mulheres donas de pequenos negócios reúne cerca de 200 integrantes, até o momento.  A ideia é que o grupo funcione como uma rede de solidariedade e apoio entre as participantes.  Entre os objetivos do coletivo está a troca de experiências, informações sobre os produtos e serviços, realização de cursos e oficinas, fortalecer e gerar vendas, entre outros.

“É uma cura para mim, tenho crise de ansiedade, depressão e foi uma libertação para mim esse coletivo”, relata Lidianne sobre como o grupo tem ajudado em momentos pessoais.