
Os atendimentos por síndrome gripal caíram no Acre em 2026, mas o avanço do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) mantém o alerta para infecções respiratórias no estado. Os dados constam no Boletim Epidemiológico das Síndromes Respiratórias nº 23/2026, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado nesta terça-feira (21).
Entre as semanas epidemiológicas 01 e 27, as quatro unidades sentinelas do estado registraram 12.594 consultas por síndrome gripal. O volume é o menor do triênio. Em 2025 foram 15.732 atendimentos e, em 2024, 14.664. O boletim aponta que 2026 se consolidou como o ano mais controlado desde 2024, com queda a partir da semana 16.
O rinovírus permanece como o principal agente dos casos de síndrome gripal, com 183 detecções no ano. O cenário também traz duas transições relevantes: a queda expressiva do SARS-CoV-2, que passou de 55 casos em 2025 para apenas 5 em 2026, e o crescimento gradual do VSR, com 64 registros no período. A Influenza B manteve-se indetectável no estado durante o ano.
As faixas de 10 a 49 anos concentram a maior procura por atendimento ambulatorial. As unidades sentinelas que monitoram a síndrome gripal ficam em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Plácido de Castro.
Nas amostras de pacientes internados, o VSR consolidou domínio absoluto, com salto de 271 casos em 2025 para 341 em 2026. O boletim relaciona o crescimento contínuo do vírus a surtos severos de infecções do trato respiratório inferior, sendo a principal causa de internações por bronquiolite.
Por Ac24Horas