Há quase um mês em greve, médicos seguem com paralisação em três unidades de saúde em Rio Branco

Em greve desde o dia 8 de novembro, os médicos que compõem o quadro da saúde de atenção básica de Rio Branco seguem com a paralisação em três unidades de saúde, nesta terça-feira (7).


A categoria resolveu parar atividades por um período de 30 dias e deve realizar uma assembleia na noite desta terça para decidir se suspendem ou não o movimento. Os profissionais pedem a reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).
Com apenas 10% dos profissionais participando do movimento grevista, por determinação judicial, estão sem o atendimento dos médicos, as unidades de saúde dos bairros Vila Ivonete, Mocinha Magalhães e Calafate no período da manhã. Já durante a tarde paralisam a do Taquari, Setor de Regulação e da 6 de Agosto.


O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed), Guilherme Pulicci, informou que ainda não recebeu nenhuma contraproposta da prefeitura e que não houve qualquer reunião com o executivo municipal desde o dia 8 de novembro, quando teve início o movimento.

Decisão judicial
No dia 15 de novembro, a Secretaria de Saúde da capital acreana (Semsa) divulgou que a Justiça concedeu, parcialmente, uma tutela de urgência e determinou que 90% dos médicos em greve voltassem ao trabalho.


O TJ-AC reconheceu que o movimento é legal, contudo, destacou que “a saúde é essencial para o crescimento e desenvolvimento da população do nosso país”. Caso a determinação judicial não seja acatada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 50 mil. A decisão é cumprida pelo sindicato.