Médicos municipais entram greve em Rio Branco e 15 unidades são afetadas

Reivindicando reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR), os médicos que trabalham para a prefeitura de Rio Branco entraram em greve nesta segunda-feira (8) e, pelo menos, 15 unidades de saúde devem ser afetadas com a paralisação. A greve, segundo a categoria, deve durar por 30 dias.

O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) informou que nas unidades atendidas pelo programa Mais Médicos essa paralisação não deve ocorrer.

O presidente do Sindmed-AC, Guilherme Pulici, explicou que desde julho a categoria tenta uma negociação com a prefeitura de Rio Branco, mas não teve um retorno efetivo da proposta apresentada.

“A principal reivindicação é a reformulação do plano de carreira, cargo e remuneração e com o reajuste do salário base, que parte de R$ 1,8 mil e não há reajuste nos últimos seis anos, estando defasado, corroído não só pela inflação mas defasado com relação a outras carreiras médicas do país, mas não houve contraproposta do que foi apresentado em julho, não tem nada oficial”, destaca.

Uma das unidades afetadas com a paralisação é a da Vila Ivonete. O coordenador da unidade, Emerson Bezerra, disse que, apesar de não ter atendimento médico, há procura por outros serviços.

“A gente tem outros atendimentos; como distribuição de medicamentos, consultas de enfermagem, vacinação contra Covid, curativos, entre outros serviços. Em relação a consulta médica não vamos ter, mas a gente está com a lista dos agendados para o usuário não ter tanto prejuízo. Vamos entrar em contato para reagendar e pedimos calma para a população, vamos fazer de tudo para não prejudicá-los”, diz.

Ele conta que diariamente a unidade tem de 40 a 50 pessoas atendidas por médicos na unidade. Segundo ele, a alternativa é também remanejar alguns pacientes para outras unidades.