MP vai acompanhar medidas tomadas para amenizar cheia que atinge 60% dos municípios

Com 60% da cidade atingida pela cheia do Rio Tarauacá, em Jordão, no interior do Acre, a Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá, com atuação estendida na cidade, abriu um procedimento preparatório para acompanhar as ações do poder público para amenizar os impactos da cheia na cidade.

Após cerca de 24 horas de chuva, a cidade de Jordão, no interior do Acre, enfrenta uma cheia que já desabriga 74 famílias, o que dá 340 pessoas. Segundo a Defesa Civil Estadual, cerca de 60% do município está atingido pela subida dos rios Jordão e Tarauacá.
Na cidade, as águas dos rios Jordão e Tarauacá se unem durante a cheia. A cota de alerta é de 7 metros e a de transbordo é de 7,50 metros. Segundo dados da Defesa Civil, o nível das águas na cidade chegou a 8,75 metros nesta segunda-feira (21).

Bairros atingidos:
Kaxinawá
Alfredo Suero Sales
Centro
Bairro Novo

O coordenador da Defesa Civil do Acre, coronel James Joyce Gomes, disse que está no Jordão acompanhando os trabalhos e que o órgão faz o cadastro das famílias.
“Estamos fazendo o monitoramento, o rio está com 8,75 metros e temos várias famílias desabrigadas. Estão fazendo o cadastramento e, assim que concluir, vamos ter o número de afetados. Mas, pelo que observamos aqui, cerca de 60% está atingido. Muitos dos atingidos são de comunidades indígenas, mas também já afetou o comércio e o Centro da cidade”, disse o coordenador.

Pedidos do MP:
Saber se o município de Jordão dispõe de Planos de Contingência Operacional para minimizar danos causados por queimadas, incêndios, secas/estiagem e, sobretudo, para enchentes e inundações, Pandemia Covid-19, epidemia Dengue, entre outros fatores que estamos atualmente enfrentando como situação de Calamidade Pública conforme Decreto nº 5.465, de 16 de março de 2020, atualmente em vigor; e, em caso positivo, enviar a esta Promotoria regularmente informações sobre a implementação dos citados planos;
Identificação pelo Município das medidas que vêm sendo adotadas para execução da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, tendentes à redução dos riscos de desastres, às ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação voltadas à proteção e defesa civil, notadamente, monitoramento meteorológico, hidrológico, e geológico das áreas de riscos, assim como quanto à produção de alertas de desastres, se monitoram essas áreas para não permitir novas ocupações; e, se tem ações, planejamento para retirar as pessoas das áreas de riscos; se o Município está inserido no sítio do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais [CEMADEN];
Que seja encaminhado expediente à Defesa Civil do Município de Jordão para que, no prazo de cinco dias, informe quantas famílias estão desabrigadas, por ocasião desta alagação, destacando quantos abrigos foram feitos, bem como a quantidade de pessoas por abrigo (especialmente: crianças, idosos e deficientes em cada um deles), em virtude da necessidade de adotar medidas preventivas e sanitárias em relação à disseminação do Covid-19, providenciando-se a devida vacinação das pessoas acolhidas com o apoio da equipe técnica da saúde.

Cerca de 400 casas sem energia
A Energisa Acre informou que, por conta da cheia dos rios no Jordão, foi preciso interromper o fornecimento de energia de cerca 400 clientes no Centro do município. Isso porque, as águas já atingiam níveis que colocam em risco a segurança dos moradores e dos profissionais que estão atuando nos auxílios aos desabrigados.

Ainda segundo a Energisa, à medida em que o volume das águas for retomando à condição de segurança, a distribuidora deve normalizar o fornecimento de energia aos clientes desligados.
“A agência de atendimento da Energisa no munícipio também foi atingida pelas águas e suspendeu atendimento presencial. Em caso de dúvidas entre em contato com a Energisa pelo 0800 647 7196, GISA (68) 99233-0341 ou Energisa ON.”