Pedindo retorno das visitas, familiares de detentos fecham estrada em protesto no interior do Acre

Familiares de presos voltaram a protestar, na manhã desta segunda-feira (29), pedindo o retorno das visitas. Desta vez, o ato ocorre na cidade de Feijó, no interior do Acre, onde o grupo fechou a BR-364, próximo a Ponte do Envira.

assessoria do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) disse que o governo estuda o caso e que vai se pronunciar posteriormente.


Desde o último dia 17 que não havia visitas nos presídios após os policiais penais paralisarem as atividades pela aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a categoria. Porém, no domingo (29) as visitas ocorreram somente em Rio Branco com ajuda da Polícia Militar.


Com cartazes e pedaços de madeiras no chão para impedir a passagem de veículos, o grupo composto em sua maioria por mulheres pedem uma resposta sobre a volta das visitas.
“Estamos aqui, bem perto da ponte porque queremos as nossas visitas de volta. Já estamos com um mês que não visitamos e não tem nenhuma previsão de quando vai voltar”, disse Mirlane Costa.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que uma equipe se desloca para o local.
Os protestos ocorrem desde a sexta-feira (26), quando familiares de presos fizeram protestos em Rio Branco e também no interior do Acre exigindo a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.

Protesto em Rio Branco
No sábado (27), mesmo após o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) divulgar que ocorreria visita no Complexo Penitenciário de Rio Branco os familiares dos detentos foram surpreendidos com o aviso de que não poderiam entrar no presídio.


É que os policiais penais decidiram não liberar o retorno das visitas devido ao baixo efetivo empregado para este sábado que, segundo eles, não garante a segurança dos presos, visitantes e dos próprios servidores.


O presidente da associação dos policiais penais, Eden Azevedo disse que, após analisar as condições para que a visita ocorresse conforme deliberação do Iapen, a categoria decidiu que não havia possibilidade.


“Devido ao baixo efetivo, a fragilidade e ia colocar em risco a vida tanto dos policiais quanto dos apenados e visitantes, foi deliberado pela categoria que não teria como ter visita justamente para resguardar a vida dos policiais que estão em serviço. Vale ressaltar que o efetivo de policiais aí não chega a 10, e a quantidade de presos chega a quase 2 mil. No dia de visita tinha que ter, no mínimo, uns 40 policiais penais para que a visita ocorresse normalmente”, disse.