
Uma mulher suspeita de comandar uma rede internacional de exploração sexual de brasileiras foi presa pela Polícia Federal em Ananindeua, no Pará. A prisão ocorreu durante a operação Dirty Dancing, divulgada nesta quinta-feira (5), que investiga o envio de mulheres para exploração sexual em Israel e outros países.
Segundo a PF, o grupo recrutava vítimas pelas redes sociais, organizava viagens e hospedagens e divulgava anúncios em sites especializados. Parte do dinheiro obtido com a exploração sexual era retida pela organização.
A investigação começou em fevereiro de 2025, após informações compartilhadas pela Polícia de Israel. Até o momento, cerca de 13 vítimas foram identificadas, mas a estimativa é de que dezenas de brasileiras tenham sido atingidas pelo esquema.
Em Ananindeua, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além da prisão preventiva da suspeita. A operação também teve desdobramento em Goiânia (GO).
Por determinação da Justiça Federal, foram bloqueados bens e valores de até R$ 10 milhões e suspensas as atividades de duas empresas ligadas à investigada. Dois suspeitos também tiveram passaportes apreendidos e deverão cumprir medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e proibição de deixar o país.
Por Ac24Horas
