
Seis meses após a morte da jovem Rayza Emanuelle Oliveira Souza, de 26 anos, a Polícia Civil do Acre deu uma resposta à família sobre o andamento das investigações. O caso ganhou novos desdobramentos na quinta-feira (19), com a conclusão do inquérito policial.
Segundo informado pela assessoria da Polícia Civil do Acre, o delegado Leonardo Ribeiro, responsável pela investigação, concluiu e encaminhou o inquérito ao Judiciário ainda neste mês de março. A investigação apontou que o suspeito, identificado pelas iniciais W. L. A. , foi indiciado por homicídio.
“Em relação ao caso, a DHPP entendeu que o acusado responderá por homicídio e o caso já foi remetido ao Judiciário”, informou a assessoria.
A família da vítima vinha cobrando respostas, principalmente sobre a conclusão do laudo cadavérico, que ainda não havia sido divulgado mesmo após seis meses da morte.
Relembre o caso
Rayza foi encontrada morta no dia 18 de setembro de 2025, em um quarto de motel localizado na Via Chico Mendes, no bairro Triângulo Velho, Segundo Distrito de Rio Branco.
De acordo com informações repassadas à época, a jovem apresentava sangramento na boca e foi encontrada com um travesseiro sobre a cabeça, o que levantou suspeitas sobre as circunstâncias da morte.
Testemunhas relataram que um homem entrou primeiro no estabelecimento e, minutos depois, Rayza também deu entrada a pé. Após um período, o homem saiu sozinho sem prestar socorro. Funcionários do motel, ao não conseguirem contato com a jovem, abriram a porta e a encontraram sem vida.
A vítima tinha diagnóstico de transtorno bipolar, realizava tratamento e era acompanhada por profissionais de saúde. Rayza deixou dois filhos, na época com 3 e 9 anos, que estavam sob a guarda da avó materna devido às crises decorrentes da condição de saúde da mãe.
A família sempre contestou a versão de que a morte poderia ter sido por overdose ou causas naturais, apontando para a hipótese de homicídio. Parentes relataram que o pescoço da vítima aparentava estar inchado, o que reforçava a suspeita de estrangulamento.
Com o indiciamento e o envio do inquérito ao Judiciário, o caso agora aguarda os próximos passos da Justiça, que decidirá sobre a denúncia e o eventual julgamento do suspeito.
