Polícia prende mais um suspeito de participação na morte de adolescente entregue ao ‘tribunal do crime’ no AC

Mais uma pessoa suspeita de participar da morte do adolescente José Evlair Feliz de Araújo, de 14 anos, achado em uma cova rasa, foi presa presa, nesta sexta-feira (22), na cidade de Feijó, no interior do Acre.

A prisão ocorreu durante ação integrada da Polícia Civil e Militar, que cumpriu mandado de prisão contra um jovem de 19 anos, por homicídio. Conforme a polícia, ele estava escondido na zona rural da cidade, mas foi localizado depois da investigação.

Ainda de acordo com a polícia, são pelo menos 11 envolvidos na morte do adolescente. Uma das linhas de investigação é de que Evlair teria estuprado a prima de apenas cinco anos e, com isso, a mãe da criança – tia dele – teria o levado ao “tribunal do crime”. Ainda segundo a polícia, a madrasta que conviveu com ele por 12 anos foi quem o entregou para que a facção o executasse.

Em setembro, o delegado que investiga o caso, Railson Correira, disse que o exame de conjunção carnal ainda não havia sido feito na menina porque ela estava muito abalada e não havia conseguido fazer o procedimento.

Cinco pessoas foram presas em flagrante por envolvimento na morte do adolescente na cidade de Feijó. O corpo do adolescente foi achado no dia 22 de agosto enterrado em uma cova rasa, em uma área de mata no Ramal do Quinôr, em Feijó, e coberto por palhas.

Conforme informações da Polícia Civil, a suspeita inicial é de que o menor tenha sido morto por vingança, após supostamente ter cometido um estupro contra a prima de cinco anos. A polícia duvida da versão de estupro e pediu exame de conjunção carnal para comprovar.

A investigação aponta que, antes de ser morto, o adolescente foi levado a vários locais, dentro e fora do perímetro urbano e durante sua execução foi torturado.

Segundo a polícia, a própria tia, conhecida por ‘Professora do Crime’, já tinha mandado disciplinar o irmão, que é pai do adolescente, há três meses.

Foram presos: a tia de 28 anos, classificada pela polícia como “professora do crime” e responsável pela disciplina dentro da organização; outra de 32 anos, a Bibi Perigosa, e três homens de 26, 31 e 19 anos.

Ainda de acordo com a polícia, todos têm passagem pela polícia e fazem parte de uma mesma organização criminosa que age na região.

Os crimes cometidos pelos presos vão desde de organização criminosa, ocultação de cadáver, homicídio qualificado por motivo torpe e formação de quadrilha.