Por medo de desabastecimento no AC, moradores fazem filas em postos de combustíveis devido bloqueios em RO

Mesmo sem bloqueio nas estradas do Acre, muitos moradores correram para os postos de combustíveis para abastecer os veículos por medo de desabastecimento. Na manhã desta quinta-feira (9), muitas pessoas formaram filas em alguns postos de Rio Branco.

Os protestos de caminhoneiros são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os atos acontecem em Porto Velho, Cacoal, Ji-Paraná, Ouro Preto, Candeias, Jaru, Cujubim e Presidente Médici.

A PRF informou, na manhã desta quinta, que não há nenhum bloqueio no Acre. A assessoria de comunicação do Sindicato dos Postos de Combustíveis do estado (Sindepac) informou que não é descartada a possibilidade de faltar combustível no estado, caso a paralisação se estenda por 72 horas, porque os estoques não têm essa durabilidade, e ainda lida com o aumento da demanda devido o medo dos consumidores.

O sindicato disse ainda que muitos motoristas de postos do Acre estão retidos na paralisação e não conseguem passar com a carga.

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes.

As interdições continuam mesmo após o presidente Jair Bolsonaro gravar um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.

O Coronel Farney, oficial da policia militar, disse que ficou apreensivo com a possibilidade dos postos da região sofrerem um desabastecimento, foi para a fila, para garantir óleo diessel na picape por pelo menos 15 dias.

Esse mesmo temor foi o que fez a Fátima Magalhães acordar bem cedo e se dirigir ao posto na companhia da filha. Essa situação fez a policial civil aposentado lembrar do pesadelo do passado, quando o acreano sofria com a falta de gás, energia e combustíveis.

Desde o início da pandemia que o Brasil vive um momento turbulento com queda de braço entre os poderes, retração da economia, inflação alta e preços abusivos.