
Rio Branco registrou a menor inflação entre as 16 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (9), mostram que os preços na capital acreana subiram 0,53% no mês, abaixo da média nacional de 0,82%.
O resultado local teve influência direta da queda de 14,13% no preço das passagens aéreas e da redução de 7,40% no valor do ovo de galinha. No cenário nacional, as passagens aéreas tiveram comportamento oposto, com alta de 9,66% no período.
Em agosto, a inflação em Rio Branco havia ficado negativa em 0,17%. No acumulado de 2026, o IPCA da capital soma 3,34%, contra 3,95% no país. Em 12 meses, o índice local chega a 4,21%, enquanto a média brasileira é de 4,58%.
A energia elétrica residencial também subiu na capital acreana. A alta foi de 3,41% em setembro, variação inferior à registrada no país, de 7,98%. Em Rio Branco, a tarifa foi reduzida em 5,20% a partir de 26 de agosto, por conta da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em todo o país, a conta de luz ficou mais cara com o fim do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. A energia elétrica foi o item com maior impacto individual no índice do mês, com 0,32 ponto percentual. A bandeira tarifária amarela continua em vigor e acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de um a cinco salários mínimos, teve alta de 0,62% em Rio Branco em setembro, também abaixo da média nacional de 0,82%. A capital acreana ficou com o quarto menor resultado do país, à frente apenas de Belém (0,61%), Aracaju (0,60%) e Fortaleza (0,59%). No ano, o INPC local acumula 3,50% e, em 12 meses, 4,12%. No Brasil, os percentuais são de 4,01% e 4,29%, respectivamente.
No levantamento nacional do IPCA, todos os grupos de produtos e serviços tiveram alta em setembro. Habitação registrou a maior variação, de 2,31%, seguido por Transportes, com 0,89%, e Alimentação e bebidas, com 0,83%. O grupo de alimentos voltou a subir após três quedas seguidas, com aumentos no tomate (37,76%), na batata-inglesa (24,07%), na cebola (10,14%) e no arroz (4,56%). A maior inflação regional ocorreu em Vitória, com 1,08%.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além de Rio Branco, Goiânia, Campo Grande, São Luís, Aracaju e Brasília. Para o índice de setembro, o instituto comparou os preços coletados entre 1º e 29 de setembro com os vigentes entre 31 de julho e 31 de agosto.
Por Ac24Horas
