
Um levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que os estados da Região Norte apresentam realidades distintas quando o assunto é efetivo policial. Enquanto algumas unidades lideram o país na proporção de policiais civis por habitante, outras enfrentam déficit de profissionais nas corporações.
No Amazonas, o estudo aponta que a Polícia Militar conta com apenas 8.646 policiais, o equivalente a 57,6% do efetivo previsto de 15 mil militares. Na Polícia Civil, são 1.890 servidores, o que representa 59,9% das 3.155 vagas previstas.
Apesar desse cenário, a Região Norte concentra alguns dos melhores índices de policiais civis por mil habitantes do Brasil. O Amapá lidera o ranking nacional, com 1,5 policial civil por mil habitantes, seguido por Acre (1,1), Rondônia (0,9), Roraima (0,8) e Tocantins (0,7) — todos acima da média nacional. Já Amazonas e Pará, com 0,4 policial por mil habitantes, aparecem abaixo da média do país.
O estudo também destaca que o Amazonas paga algumas das maiores remunerações da Polícia Civil brasileira. Em 2025, a média salarial bruta foi de R$ 24,8 mil para escrivães, R$ 25,4 mil para investigadores e R$ 39,8 mil para delegados, ficando entre as maiores do Brasil.
Outro dado chama atenção na Região Norte: Amazonas, Acre, Pará, Rondônia e Tocantins estão entre os estados onde há mais sargentos do que soldados e cabos na Polícia Militar. Segundo o relatório, esse “achatamento da pirâmide” reduz o policiamento ostensivo nas ruas e aumenta os custos das corporações, afetando a eficiência operacional.
O levantamento reúne dados de 2025 e traça um panorama das forças de segurança pública em todo o país, revelando os desafios e as diferenças entre os estados brasileiros.
Por Ac24Horas