
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) se manifestou sobre o atendimento prestado a Maria Conceição Lopes dos Santos, de 49 anos, que teve os dois braços amputados após um grave acidente no Ramal do Icuriã, na zona rural de Assis Brasil. Em nota divulgada após a família denunciar demora no socorro e dificuldades para a transferência da paciente, a secretaria afirmou que ela permaneceu assistida pelas equipes de saúde durante todo o fluxo de atendimento sob responsabilidade da rede estadual.
A Sesacre informou que Maria Conceição permaneceu entre duas e três horas presa às ferragens após a caçamba em que estava tombar. Depois de ser retirada, ela foi encaminhada para a unidade de saúde de Assis Brasil, onde, segundo a secretaria, recebeu atendimento imediato.
De acordo com a pasta, a gravidade dos ferimentos exigiu um processo de estabilização que durou pouco mais de uma hora. Durante esse período, uma ambulância de Brasiléia foi regulada para fazer a transferência da paciente para o Hospital Regional do Alto Acre.
A Sesacre explicou que a unidade móvel de suporte avançado responsável pelo atendimento de Assis Brasil estava em manutenção. Por isso, foi necessário acionar uma ambulância de Brasiléia. Conforme a secretaria, depois que a paciente foi estabilizada, o veículo chegou à unidade de Assis Brasil em aproximadamente 15 minutos e realizou o transporte.
Já em Brasiléia, Maria Conceição passou por uma nova avaliação médica e, segundo a Sesacre, a transferência para Rio Branco foi solicitada imediatamente para que ela recebesse atendimento especializado.
A secretaria afirmou que, naquele momento, a unidade de suporte avançado do Samu estava retornando de Rio Branco, onde havia concluído a transferência de outro paciente. Assim que retornou à base e foi preparada para um novo atendimento, a equipe realizou o transporte de Maria Conceição para o Pronto-Socorro da capital.
A manifestação da Sesacre ocorre após a irmã da paciente, Arquilene Santos, relatar ao ac24horas que a família enfrentou demora para conseguir uma ambulância. Segundo ela, Maria Conceição ficou por cerca de três horas no local do acidente e só foi transferida da unidade de Assis Brasil no sábado (8).
A família também havia questionado o fato de a paciente ter passado por Brasiléia antes de chegar a Rio Branco. Arquilene afirmou que, na avaliação dos familiares, Maria deveria ter sido estabilizada em Assis Brasil e encaminhada diretamente à capital.
Em sua nota, porém, a Sesacre sustenta que o fluxo ocorreu conforme as condições de atendimento disponíveis naquele momento e afirma que a paciente recebeu assistência durante todo o processo sob responsabilidade da rede estadual.
A secretaria também informou que o quadro clínico de Maria Conceição atualmente é estável. Ela permanece internada na enfermaria ortopédica do Pronto-Socorro de Rio Branco e tem previsão de alta nesta segunda-feira (10), caso continue apresentando evolução clínica favorável.
A Sesacre manifestou solidariedade à paciente e aos familiares diante das consequências do acidente e afirmou que permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
A secretaria não estabeleceu, na nota, qualquer relação entre o tempo transcorrido desde o acidente, o atendimento e as transferências e a necessidade de amputação dos braços da paciente.
Por Ac24Horas