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Três acusados de tentativa de homicídio ligada ao “tribunal do crime” vão a júri popular

    O julgamento será realizado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, no Fórum Criminal de Rio Branco, com início previsto para as 8h.

    De acordo com a denúncia do Ministério Público, divulgada pela TV 5, o crime ocorreu no dia 2 de janeiro de 2024. Segundo as investigações, Herineudo foi rendido por criminosos no bairro Santo Inês e levado para a região do Recanto dos Buritis, onde permaneceu em cárcere privado e teve a morte decretada por integrantes do chamado “tribunal do crime”.

    Ainda conforme a acusação, durante a tentativa de execução, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto. Mesmo gravemente ferido, Herineudo conseguiu escapar dos criminosos e pedir ajuda a moradores da região. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco.

    O Ministério Público sustenta que Feliciano da Silva Monteiro e Adão Oliveira dos Santos participaram diretamente do sequestro e da tentativa de homicídio. A denúncia aponta que Adão teria efetuado o disparo contra a vítima.

    Já Edirlandos Santos Lima, o “Negueba”, é acusado de ter autorizado o assassinato por telefone. Segundo o processo, a autorização final para a execução teria sido dada durante uma videochamada por Laurinsley Fidelis Mariano, conhecido como “Arrascaeta”, que estava no estado do Rio de Janeiro. O processo dele foi desmembrado e tramita separadamente.

    As investigações apontam que o crime está relacionado à disputa entre organizações criminosas que atuam em Rio Branco.

    Os três acusados possuem antecedentes criminais. Edirlandos Santos Lima já foi condenado a 42 anos de prisão por homicídio. Adão Oliveira dos Santos respondeu pelo assassinato do músico conhecido como Bené do Cavaco, mas foi absolvido pelo Tribunal do Júri por insuficiência de provas. Já Laurinsley Fidelis Mariano foi preso em uma comunidade do Rio de Janeiro e chegou a ser fotografado durante operação policial ao lado de homens armados com fuzis. Feliciano da Silva Monteiro também é investigado por homicídio e por envolvimento com organização criminosa.

    Por Ac24Horas