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De cada 10 vítimas de mortes violentas no Acre, mais de oito são homens

    Os homens representaram a ampla maioria das vítimas de mortes violentas registradas no Acre entre janeiro e maio de 2026. Levantamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostra que, das 109 mortes contabilizadas no período, 93 tiveram vítimas do sexo masculino, o equivalente a 85,3% do total. As mulheres somaram 16 casos, ou 14,7%. Os dados de junho ainda não foram disponibilizados pelo sistema, de modo que o levantamento contempla apenas os cinco primeiros meses do ano.

    As estatísticas consideram ocorrências classificadas como homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção policial e suicídio. Não entram na contagem mortes no trânsito, mortes a esclarecer sem indícios de crime, tentativas de homicídio, tentativas de feminicídio, estupros e outros delitos que não resultaram em morte.

    Ao todo, o Acre registrou 109 mortes violentas entre janeiro e maio, uma média de aproximadamente uma vítima por dia. A taxa estimada foi de 29,47 vítimas por 100 mil habitantes. Em relação ao mesmo período de 2025, o estado apresentou redução de 14,17% no número de mortes violentas.

    Os registros mensais mostram que janeiro teve 19 vítimas, fevereiro contabilizou 22, março registrou 21, abril foi o mês mais violento, com 25 mortes, e maio encerrou o período com 22 casos.

    A distribuição por município revela forte concentração na capital. Rio Branco respondeu por 54 mortes, praticamente metade de todos os registros do estado. Cruzeiro do Sul aparece na sequência, com nove vítimas, seguido por Mâncio Lima, com sete. Feijó, Epitaciolândia e Tarauacá registraram quatro mortes cada.

    Brasileia, Acrelândia, Manoel Urbano, Porto Acre, Senador Guiomard e os registros sem identificação de município contabilizaram três vítimas cada. Assis Brasil, Bujari, Plácido de Castro, Porto Walter e Rodrigues Alves tiveram uma vítima cada. Já Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus não registraram mortes violentas no período analisado.

    Os dados são alimentados pelas secretarias estaduais de segurança pública no Sinesp e podem sofrer atualizações posteriores em razão da consolidação das informações ou da reclassificação das ocorrências durante o andamento das investigações.

    Por Ac24Horas