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Norte ganha peso nas eleições e se torna peça estratégica na disputa pelo Planalto

    Com cerca de 7,5% a 8% do eleitorado brasileiro, a Região Norte está longe de concentrar a maior fatia dos votos nas eleições presidenciais. Ainda assim, os sete estados da região — Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — podem exercer uma influência maior do que os números indicam na disputa pelo Palácio do Planalto e, principalmente, na construção da governabilidade do próximo presidente.

    Em uma eleição polarizada e decidida por margens estreitas, cada voto ganha importância. Estados como Pará e Amazonas, que possuem os maiores eleitorados da região, podem contribuir para ampliar ou reduzir a diferença entre os candidatos em uma disputa nacional apertada.

    Outro fator que chama atenção é o crescimento do eleitorado nortista. A região apresentou aumento proporcional de 4,37% no número de eleitores em relação à eleição anterior, o maior crescimento entre as regiões brasileiras. Enquanto isso, o Sudeste vem registrando redução no contingente eleitoral, aumentando gradualmente a participação relativa do Norte no mapa eleitoral brasileiro.

    Norte pode pesar mais depois da eleição

    Se na eleição presidencial o Norte representa uma parcela menor do eleitorado nacional, no Congresso Nacional a situação é diferente.

    A Constituição garante a cada estado três representantes no Senado e, na Câmara dos Deputados, nenhuma unidade da Federação pode ter menos de oito deputados federais. Isso faz com que os estados nortistas tenham uma representação parlamentar proporcionalmente relevante, independentemente do tamanho de suas populações.

    Na prática, isso significa que o peso político da região não termina na apuração dos votos para presidente. A composição das bancadas do Norte pode ser determinante para o presidente eleito aprovar projetos, formar maioria no Congresso e garantir sustentação política ao longo do mandato.

    Amazônia entra no centro do debate

    Além do peso eleitoral e parlamentar, a região carrega pautas que têm forte impacto nacional e internacional.

    A Amazônia coloca na agenda presidencial temas como preservação ambiental, exploração mineral, garimpo ilegal, desenvolvimento econômico, infraestrutura, energia, segurança nas fronteiras, regularização fundiária e direitos dos povos indígenas.

    Com isso, conquistar o eleitor nortista significa também dialogar com demandas específicas de uma região que concentra parte significativa dos desafios estratégicos do Brasil.

    O Norte pode não ser o maior território eleitoral do país, mas está longe de ser um território secundário. Nas urnas, pode ajudar a definir margens apertadas. No Congresso, pode ajudar a definir a capacidade de governar.

    Por Ac24Horas