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MPAC cobra de órgãos de segurança controle efetivo de armas e munições apreendidas no Acre

    Apuração tramita desde 2023 e envolve Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica e Secretaria de Segurança Pública; Polícia Civil reconhece que dados nem sempre são preenchidos integralmente

    O Ministério Público do Acre (MPAC) ampliou a cobrança sobre os órgãos de segurança para identificar falhas no registro, na rastreabilidade e na destinação de armas e munições apreendidas no estado. A apuração tramita desde 2023 e envolve informações da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica e Secretaria de Segurança Pública.

    Em resposta recente ao MPAC, a Polícia Civil informou que o sistema Sinesp-PPE possui campos próprios para cadastrar armas apreendidas. A própria instituição reconheceu, porém, que os dados nem sempre são preenchidos integralmente pelas unidades policiais ou são registrados de forma incompleta.

    Segundo o documento, isso atualmente impede a obtenção de um controle automatizado considerado integral e confiável sobre o conjunto das armas apreendidas.

    Registro no Sinarm

    A Polícia Civil informou ainda que o cadastramento no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) ocorre prioritariamente quando existe interesse em incorporar o armamento ao acervo da própria instituição. O MPAC questionou esse procedimento e afirmou que a obrigação de registro não se restringe às armas destinadas à incorporação.

    O Ministério Público deu prazo de 15 dias para que a Polícia Civil apresente um levantamento detalhado das armas apreendidas e recebidas de outros órgãos desde abril de 2023. A instituição deverá informar:

    • Quantas foram registradas corretamente;
    • Quantas possuem informações incompletas;
    • Quantas não foram lançadas no sistema;
    • Quantas foram comunicadas à Polícia Federal;
    • Quantas permanecem pendentes de cadastro.
    Outros órgãos

    A Polícia Militar também terá de informar o volume de armas e munições apreendidas, além da situação de entrega à Polícia Civil. Já a Polícia Técnico-Científica deverá apresentar dados sobre armamentos periciados e comunicações feitas à PF.

    O Núcleo de Apoio Técnico do MPAC foi acionado para cruzar as bases dos diferentes órgãos e estimar o tamanho do chamado passivo de armas apreendidas — aquelas não registradas, cadastradas de maneira incompleta ou ainda não comunicadas aos sistemas competentes.

    Investigação em andamento

    O procedimento não aponta, até o momento, desaparecimento de armas ou desvio de armamento. A investigação busca justamente verificar se existem divergências entre os registros das instituições e estabelecer um fluxo permanente de controle desde a apreensão até a destinação final.