
Boletim InfoGripe mostra que Vírus Sincicial Respiratório (VSR) permanece como principal causa de hospitalizações no estado; capital acreana está entre as poucas cidades brasileiras com crescimento de internações na população idosa
O Acre continua entre os estados que apresentam nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento aponta que, apesar de sinais de estabilização, os índices de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) permanecem elevados no estado.
História do Acre
De acordo com os pesquisadores, o Acre integra o grupo de unidades da federação que registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento a longo prazo. A situação também acende um sinal de atenção em Rio Branco, que aparece entre as capitais brasileiras com aumento sustentado de casos graves da doença.
O estudo mostra que o VSR continua sendo o principal responsável pelas hospitalizações por doenças respiratórias graves em diversas regiões do país. No Acre, embora o avanço das infecções apresente sinais de desaceleração, os números ainda são considerados altos pelas autoridades de saúde.
Aumento entre idosos em Rio Branco
Outro fator que preocupa os especialistas é o aumento dos casos de SRAG entre idosos em Rio Branco. A capital acreana está entre as poucas cidades brasileiras onde foi observado crescimento das internações não apenas entre crianças e adolescentes, mas também na população mais velha, considerada grupo de maior risco para complicações.
Dados nacionais
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas pela Fiocruz, o VSR foi responsável por quase metade dos casos positivos de SRAG no país, superando influenza A, influenza B, rinovírus e Covid-19.
Os dados do boletim são referentes à Semana Epidemiológica 22 (até 30 de maio), compilados com informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe. A Fiocruz alerta que a população acreana deve manter os cuidados preventivos, especialmente crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, grupos mais vulneráveis às complicações das doenças respiratórias.

A discussão sobre a síndrome respiratória aguda grave torna-se mais pertinente na época do ano marcada pelo aumento de doenças respiratórias. Foto: captada